XXVI Capítulo Geral 2a543a
CAPÍTULO GERAL: KAIRÓS PARA A C.SS.R.!
Muitas vezes, a realização de um Capítulo Geral parece uma realidade muito distante de nós. Entretanto, podemos perceber as mudanças que ele acarreta no cotidiano da Congregação.
Penso que celebrar o Capítulo Geral no contexto atual é fazer uma leitura pascal da história, é nos colocarmos na experiência do êxodo, da cruz, do túmulo vazio, percorrer o caminho de Emaús. É um chamado para abandonar os medos e a segurança de Jerusalém e retornar à missão. É ousadia missionária, é acreditar que nosso carisma tem futuro!
Celebrar um Capítulo depois de uma experiência tão dramática de pandemia significa reavivar a nossa profissão de fé como Missionários Redentoristas, para renovar nossa vida apostólica. A Congregação é um corpo vivo alimentado pela fé pascal. E como um corpo vivo, ele precisa deixar células específicas morrerem para se renovar.
Na perspectiva batismal do nascimento do novo homem, o Capítulo é chamado a “fazer novas todas as coisas” (Ap 21, 5). Isso não significa abandonar todo o caminho percorrido antes, nem tampouco criticar ou renegar o ado. Trata-se de perceber a novidade do Espírito que move a história e nos torna criativos.
As experiências do deserto também se fazem nos Capítulos: aparece na vida religiosa as tentações da posse, do poder e do prazer. Como superá-las para não nos desviarmos da missão?
Enfim, um Capítulo que não escuta a voz do Espírito e a instrução do Mestre é apenas um ato canônico formal que produz uma série de decisões para a Congregação e não é uma instância de discernimento da vontade de Deus à luz da fé pascal e pode ter pouco impacto em nossa vida apostólica.
Os Missionários Redentoristas participam com entusiasmo deste Capítulo Geral, pois constituem o corpo vivo, fecundo e dinâmico que é a Congregação. Por isso, aproveitar essa oportunidade de participação é sentir-se parte de um corpo missionário fundado em um carisma de profunda densidade teológica e espiritual que busca redimir o ser humano em sua totalidade (cf. Const. 6). É abrir-se ao Espírito Santo que nos provoca a ler os sinais dos tempos e a respondê-los criativamente.
Pe. Nelson Antonio Linhares, C.Ss.R.
Superior da Província do Rio
Superior da Província do Rio
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